Cenário eleitoral em Minas Gerais é uma ‘mistura de polarização com oportunismo’, afirma Simões
Governador de Minas Gerais critica alianças e decisões políticas, afirmando que o cenário eleitoral é marcado por polarização e oportunismo.
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o cenário eleitoral do Estado é uma “mistura de polarização com oportunismo”. Durante uma convenção partidária, Simões criticou a forma como as decisões sobre candidaturas são tomadas, destacando que muitas delas são feitas em Brasília, em jantares que envolvem dirigentes de partidos como PP, União Brasil e Republicanos. “Na nossa chapa são os políticos mineiros que decidem”, afirmou, referindo-se a reuniões que envolveram o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), que tentava se tornar candidato ao governo, mas desfez a aliança com o PSD.
Decisões políticas e alianças em disputa
O PSD, partido que apoia Simões, ainda não definiu o segundo nome para concorrer ao Senado, nem o candidato à vice-governador. O partido tem alianças com o Avante e o DC e concedeu autonomia à Executiva do Estado para firmar novas alianças. O senador Carlos Viana (PSD) foi confirmado como candidato à reeleição. O ex-governador Romeu Zema (Novo), que participou da convenção, destacou a capacidade de Simões e afirmou que o governador é “o cara melhor na administração pública”.
Simões destacou que o governo tem 55% de avaliação de bom e ótimo no Estado, o que significa que a maioria dos mineiros aprovam o trabalho que ele e Romeu Zema realizaram nos últimos sete anos e meio. O governador também fez referência à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018, e criticou o modelo de gestão que prevaleceu naquele período, caracterizado por privilégios e falta de transparência.
Críticas a Eduardo Cunha e a alianças políticas
Simões também criticou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que, em seu perfil nas redes sociais, afirmou ter sido “agredido de forma baixa” por Simões, “talvez no desespero do seu isolamento político e da acachapante derrota que vai sofrer”. Cunha, candidato a deputado federal pelo Republicanos, disse que não teve participação nas articulações do partido sobre a candidatura ao governo do Estado. O governador também criticou a candidatura do PT, que tem como candidato ao governo o deputado Patrus Ananias.
O governador fez referência à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018, e criticou o modelo de gestão que prevaleceu naquele período, caracterizado por privilégios e falta de transparência. Simões destacou que o governo tem 55% de avaliação de bom e ótimo no Estado, o que significa que a maioria dos mineiros aprovam o trabalho que ele e Romeu Zema realizaram nos últimos sete anos e meio. O PSD negocia com outras legendas para ampliar o arco de alianças até o dia 5, quando as convenções partidárias precisam ser realizadas. O partido ainda não definiu o nome do candidato a vice-governador, mas o presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, afirmou que o nome deve ser definido em acordo com o Novo, que sugeriu Fernanda Pereira Altoé e Tiago Mitraud como possíveis nomes. O ex-governador Romeu Zema também destacou o apoio incondicional ao governador.
